27 de junho de 2011

Hora da Leitura


Em junho, aconteceu mais uma edição do propjeto A Hora da Leitura.
Para este mês, o texto selecionado foi João Cândido e os cem anos da Revolra da Chibata. Escolha de caráter muito especial por tratar-se de um texto produzido pela aluna Richelen da Silva Araujo, da turma 3001, concluinte em 2010. O texto em questão foi publicado pela CEAP depois de participar de um concurso de redação no ano do centenárioda Revolata da Chibata.
A escolha ainda se deu tendo em vista o atendimento à Lei 10.639/03 que trata da História e da Cultura Afrodescendente no Brasil.
As atividades variaram de acordo com o nível e das escolhas dos professores regentes das turmas.
Vamos conhecer o texto de nossa aluna richelen?
 
João Cândido e os cem anos da Revolta da Chibata (Richelen da Silva Araújo[1])

Passados cem anos da Revolta da Chibata, um grupo de negros valorosos que lutavam contra os castigos físicos sofridos pelos marinheiros nos deixou um grande legado: um herói chamado João Cândido.
Símbolo da luta pelos direitos e contra a opressão, o Almirante Negro, representa o valor da luta pela dignidade humana, por sua garra, determinação e por ter se entregado com amor à causa sem medo das conseqüências, tomando a responsabilidade e a liderança de uma rebelião que tinha como objetivos melhores condições de vida para si e para seus companheiros. E mais, ainda que soubesse o enorme risco que corria, o de perder a própria vida, liderou uma das maiores rebeliões que já aconteceram no Brasil.
Suas ações nos mostraram que as conquistas não acontecem pelo reconhecimento de outros, mas que elas acontecem pela organização, pela coragem, pela organização e, principalmente, pela capacidade de liderança de alguns poucos.
Ao enfrentar sem temor a crueldade e os abusos dos castigos corporais a que ele e seus companheiros eram submetidos e resistindo às punições impostas por seus superiores na Marinha, João Cândido nos propõe a reflexão sobre nosso papel diante das adversidades e sobre até onde devemos ir na defesa dos direitos de liberdade e da defesa da dignidade humana. Sua resposta a esse questionamento veio no eco do som dos canhões anunciando sua coragem para lutar bravamente contra seus opressores.
O tempo passou, os castigos físicos permitidos pela lei agora são crime, mas a chibata agora se esconde em formas mais sutis de violência. Ela continua presente na exclusão social, na humilhação dos salários que continuam baixos e nas péssimas condições de vida e, principalmente pelo pior, o preconceito não-declarado.
Para essa geração deixou a herança de que não devemos nos submeter às forças que nos aprisionam e que, de cabeça erguida, devemos acreditar em nossos ideais, lutar por nossos direitos, que não podemos ser condenados por defender nossa forma de pensar, e que todos devemos encontrar um meio de melhorar nossa realidade, exigindo a eliminação das desigualdades sociais. Deixou também a certeza de que todos têm direito à vida com dignidade, pagamento justo pelo seu trabalho e que a tortura e o desrespeito à condição humana são absurdos que não devem ser aceitos como fatos naturais.
Assim, não pelas suas conquistas que pareciam pequenas se considerarmos o preço que pagou e pelas punições que recebeu, mas pelo seu exemplo, ele pode ser considerado um dos maiores líderes e um verdadeiro herói da História do Brasil.
REFERÊNCIA:ARAÚJO. Richelen da Silva. João Cândido e os cem anos da Revolta da Chibata. In: O silêncio da Chibata: redações de uma revolta na História. – Org. ele Semog. – Rio de Janeiro: CEAP, 2010.


[1] Richelen da Silva Araújo. TURMA – 3001/2010 – CIEP BRIZOLÃO 113 WALDICK PEREIRA

18 de junho de 2011

Palestra: Gravidez na adolescência

Alunos e professores assistiram no último dia 19 de junho à Palestra sobre a gravidez na adolescência apresentada pela Dra Sandra.
A mesma palestra fora apresentada aos pais no dia 11 de junho.
Veja as imagens da palestra:









 Além de assistirem às palestras, os alunos desenvolveram atividades de pesquisa e produziram diversos cartazes para a exposição no espaço escolar.










1 de junho de 2011

Com a boca no trombone

Nosso tema aqui é Opinião. Então este é o espaço para você expor seu ponto de vista sobre assuntos polêmicos.
Proteste! Ponha a boca no trombone!

16 de maio de 2011

Professor Waldick Pereira-Patrono do CIEP 113

22 de novembro de 1929 – Maceió, AL
11 de fevereiro de 1983 – Nova Iguaçu, RJ

Waldick Pereira foi escritor, professor, jornalista, historiador e arqueólogo. Contudo, foi como historiador que Waldick Pereira se revelou dono de uma vitalidade extraordinária.
Sendo um verdadeiro rastreador de fontes históricas de Nova Iguaçu, reuniu vasta documentação a partir de doações de antigas famílias da região e de levantamentos através de trabalhos de campo, percorrendo antigos caminhos, investigando rios outrora navegáveis, e antigas ruínas e cartas geográficas originais corroídas pelo ação do tempo, pôde reconstituir grande parte da história dessa região.
É importante ressaltar que a obra pioneira de Waldick Pereira não apresenta apenas a ampliação do conhecimento do nosso passado, mas chama a atenção para a urgente necessidade de preservar, restaurar, nosso patrimônio histórico. E ainda mais: aponta para a necessidade de se entender o homem em sua dinâmica e complexidade no seio da sociedade em que vive. Porque os homens “os únicos objetos da história – de uma história que não se interessa por um qualquer homem abstrato, eterno, imutável e perpetuamente idêntico a si próprio – os homens, dotados de múltiplas funções, de atividades diversas, com preocupações e atitudes diferentes, que se misturam, se chocam, se contradizem, acabando por firmar uma paz de compromisso, um modus vivendi a que se chama Vida” que lhe dota de uma identidade que se necessita imperiosamente resgatar, para que enfim, não se perca, “o trem da história.
 Nas palavras de seu filho Hans, Waldick, que fora delegado da União Brasileira de Trovadores-UBT e realizou os I e II Jogos Florais de Nova Iguaçu, também foi professor, arqueólogo, historiador, jornalista, escritor e poeta. Unia a paixão pela história do município de Nova Iguaçu (RJ)-tendo sido fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu-IHGNI, o qual presidiu até sua morte, em fevereiro de 1983- à sua paixão pelas letras, e escreveu vários livros, tendo publicado apenas Nova Iguaçu para o Curso Normal (1969); A Mudança da Vila (1970); Cana, Café e Laranja (Fundação Getúlio Vargas-1977), sobre a história iguaçuana, além de alguns de poesia e trovas. Hoje é patrono do CIEP 113, em Nova Iguaçu.

13 de maio de 2011

A hora da Leitura - Ler devia ser proibido


      Na terceira edição do projeto A Hora da Leitura, no dia 12 de maio, toda a comunidade do CIEP 113 realizou a leitura do texto Ler devia ser proibido, de Guiomar de Grammont)
     Para mais uma etapa do projeto, os professores realizaram várias dinâmicas de leitura e interpretação do texto em sala de aula como: Leitura e interpretação do texto (professora Eliane); Intertextualidade,pelas referências a outras obras e autores citadas no texto (professor Daniel); Exploração do vocabulário e seu emprego em outros contextos linguísticos (professor Ronald); Ilustrações (professora Júlia); Mosaico de palavras (professora Rosalva),entre outros.
    
     Leia o texto selecionado e, em seguida,veja alguns trabalhos realizados pelos alunos:
Ler devia ser proibido      (Guiomar de Grammont)
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
                                                    
Ler pode tornar o homem perigosamente  humano.

2 de maio de 2011

O filme da minha vida

Para quem é apaixonado por cinema: Cinema Paradiso


No ano passado, em uma conversa com amigos, me indicaram o filme Cinema Paradiso, disseram algo assim: "Você que gosta tanto de cinema, tem que ver cinema Paradiso.". Pois bem, com uma declaração dessas, eu me senti um pouco excluída do mundo cinematográfico e é claro vi o filme. E realmente foi uma excelente indicação, não sei por que nunca tinha visto ele antes. Ele é magnífico, uma verdadeira declaração de amor ao cinema.
Cinema Paradiso é um filme italiano lançado em 1988, o seu personagem principal é Salvatore de Vitta, um cineasta que ao receber um telefonema da mãe, falando sobre a morte de Alfredo, volta a sua cidade natal depois de várias décadas. Assim, Salvotore (ou Totó), relembra a sua infância, e vemos a sua trajetória: como o esperto garoto se tornou apaixonado pelo cinema, ao virar amigo de Alfredo, o projecionista do Cinema Paradiso. Totó cresce, se apaixona, sofre ilusões, e é mostrado a formação e as motivações do Totó adulto.
Há passagens bem interessantes e personagens que parecem tirados de histórias contados por nossos parentes (pais, tios e avós). Por exemplo: quando o cinema paradiso ainda era localizado numa igreja, o padre da cidade assistia a todos os filmes, de modo a apontar para Alfredo, quais cenas ele deveria cortar. Totó ficava assistindo (escondido) todo esse processo. E as cenas cortadas em sua maioria, eram cenas de beijos, e muitos dos quais, bem inocentes. Esse processo acaba com que o diretor faça uma homenagem ao cinema no final do filme. Mostrando uma projeção com as cenas que foram cortadas por Alfredo durante a infância de Totó, uma projeção, por sinal, belíssima e emocionante.
Totó ao assistir o filme deixado por Alfredo, se emociona, chora, e acredito que isso acontece com que muitos que assistiram ao filme (eu não chorei, mas fiquei bastante emocionada).
Mas o filme não é só feito de cenas que fazem chorar (ou de beijos), há bastante humor, principalmente com os personagens secundários, há cenas bem engraçadas: como as da reação de frustação dos espectadores do Cinema Paradiso ao ver não ver os beijos, falam frases enfurecidas como há anos que venho no cinema e nunca vi uma cena de beijo. Há também as manias e esquisitices de outros personagens, e é claro que existe o "doido" da cidade (toda cidade de interior tem que ter um "doido" não?). Outra cena que eu ri foi a da reação dos espectadores ao ver um beijo no cinema pela primeira vez.
O filme é excelente, e é capaz de agradar qualquer pessoa, mas acredito que agradará principalmente os apaixonados por cinema. Eu me tornei fã desse filme. Outra coisa interessante é que há uma versão estendida, e eu indico essa versão, pois quem viu apenas a versão normal, perde algumas resoluções e cenas importantes.

Por Cíntia Nogueira (cintiana2) às 11:54 -30/08/2010-


O FILME DA MINHA VIDA

Da primeira vez que o vi, chorei no final. Mas não se pense que foram apenas umas lágrimas. Eu literalmente solucei a chorar. Pensei para mim: Mas que estranho. Porque choro desta maneira?
Da segunda vez que o vi pensei: Eu desta vez já estou preparada. Já sei o final e tudo! Mas não. De novo, aconteceu-me o mesmo.
Ontem vi-o pela terceira vez. Achei que se me acontecesse aquilo de novo teria de o classificar como o filme da minha vida. E aconteceu.
Só ontem o entendi na sua plenitude. Só ontem entendi a razão.
É um filme que do princípio ao fim mexe com as minhas emoções. Todas, mas todas mesmo.
A história é simples. Conta a história de um pequeno rapaz (Totó), o seu fascínio pelo cinema e a sua amizade com o projecionista (Alfredo) da aldeia onde viviam.
A foto que aparece neste post é de uma cena do filme em que Alfredo decide projectar o filme que estava a ser exibido no cinema para a parede de uma das casas situada na rua, para que aqueles que já não cabiam na sala pudessem também assistir ao filme ali mesmo na praça da aldeia. Totó acha aquilo maravilhoso.
"Cinema Paraíso" é partilha, amizade, ternura. O cinema, é o tema central. Mostra-nos tudo o que nos faz sentir ao ver apenas um filme. Riso, choro, nostalgia, saudade, paixão. E este filme é sublime por isso mesmo. Ontem o entendi. Por transmitir todas essas emoções num só. O final é belíssimo, aliás, nunca vi um filme ser tão coerente no seu final como este, pois todas as emoções transmitidas ao longo da fita estão todas ali...no fim. Por isso já compreendi o porquê de tanto choro. E estou cá desconfiada que me vai acontecer de novo na próxima..

VIVIDO, SENTIDO E ESCRITO POR GAJA ÀS 23:4
Disponível em: http://diariodeumagaja.blogs.sapo.pt/27014.html

28 de abril de 2011

"Bullying: Essa brincadeira não tem graça nenhuma


Bullying - Fale você também
      
          Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever a violência física e psicológica praticadas por uma pessoa ou um grupo com a intenção de intimidar ou agredir um individuo. Bullying deriva de "valentão" no caso do agressor.
        Essa prática acontece com mais frequência nas escolas, entre alunos e também professores, mas também é encontrado nas universidades, no ambiente de trabalho e na vizinhança. Na maioria dos casos é praticado por adolescentes. Atualmente está ocorrendo na internet, uma forma conhecida como "cyberbullying".
       Não fique parado, se presenciar o Bullying denuncie. Vamos acabar com isso !




É impossível eliminar o bullying', diz psicóloga
Educar as crianças para o respeito, com ações permanentes e conjuntas de escolas e pais, é a chave para aplacar o fenômeno, diz especialista.
O bullying está ficando mais frequente?
O bullying sempre existiu, mas foi potencializado e adquiriu visibilidade com o advento do cyberbullying. Antes, era considerado brincadeira de criança. Hoje, é visto como um padrão de agressão aprendido, que pode se cristalizar até a vida adulta.
É possível erradicar a prática?
Assim como a violência na sociedade, não é possível eliminá-la. O que se pode fazer é reduzir. Mas a maior parte das escolas não tem programas permanentes. Fazem só ações pontuais, o que é insuficiente.
Por que é tão difícil o combate?
É difícil porque a educação em valores respeito, cooperação, gentileza está deficiente. Imperam na família e sociedade modelos de desrespeito; mostra-se que é legítimo se divertir com o sofrimento dos outros. A substância do bullying é o desrespeito e a discriminação.
Que tipo de medida pode reduzir o bullying?
Uma ação que envolva a todos, dos funcionários às famílias, em um projeto de longo prazo. Mas essa parceria, que é absolutamente essencial, é também rara. A escola costuma acusar a família de não educar. A família tende a responsabilizar a escola, onde ocorre o problema.
Um agressor deve ser punido?
Consequências precisam acontecer. Mas não adianta que seja apenas punido, ele tem passar por uma conscientização e tem de haver uma reparação ao agredido. E deve haver ainda um trabalho com os expectadores.
Por que os expectadores?
Existe a plateia passiva, que finge que não vê, e a plateia cúmplice, que apoia. Mas pode existir uma plateia transformadora, que, ao presenciar o bullying, tenta inibir a ação do agressor e dar força à vítima.
O que os pais de um agredido devem fazer?
Primeiro, escutar o filho. Depois, buscar uma parceria com a escola. Não adianta tirar da escola, fora casos excepcionais. Se a vítima não fizer um trabalho para se fortalecer, pode voltar a ser vítima. Porque muitas vezes ela pertence a um grupo alvo de preconceito ou é alguém que se destaca e causa inveja.
E os pais de um agressor?
O primeiro passo é refletir sobre onde o filho está aprendendo aquele comportamento. Muitas vezes é de dentro de casa.
QUEM É:
MARIA TEREZA MALDONADO
É autora de A Face Oculta Uma História de Bullying e Cyberbullying, voltado para a conscientização de crianças e adolescentes. Atualmente trabalha em um livro teórico sobre o tema.
Fonte:http://estadao.br.msn.com/educacao/artigo.aspx?cp-documentid=25639802

       O Bullying é uma prática abusiva que muitas vezes conta com  o apoio ou a omissão de muitas pessoas que presenciam e até se divertem com o sofrimento das vítimas.

        Após ler os textos sobre a prática do Bullying, produza um texto sobre o tema. Apresente sua opinião sobre a questão, analisando os motivos das pessoas que praticam essa forma de violência, dando sugestões de como devem agir as vítimas e as pessoas que presenciam o bullying e apresentando possíveis soluções para o problema.
      Em seguida, leia e discuta pelo menos duas opiniões expressas nos comentários postados por seus colegas. 

Projeto A Hora da Leitura

Aconteceu, nessa quarta-feira (27/04), o segundo dia do projeto A Hora da Leitura.
O texto lido e analisado, sugerido pelo professor Ricardo, de Biologia, do turno da noite  foi

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida... 
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: "Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

 Os professores buscaram várias estratégias para desenvolver a atividades visando à adequação com o ano de escolaridade e a idade dos alunos de suas turmas.
Veja um exemplo de como a professora Luciana, de Artes, trabalhou o texto com as suas turmas do 2º ano, do Ensino Médio.
  Sua estratégia envolvia a produção de paráfrases do texto com os gêneros textuais histórias em quadrinhos e charges.






6 de abril de 2011

De Olho no SAERJINHO


1.     No próximo dia 13 de abril, a Secretaria de Estado de Educação dá início ao Saerjinho, sistema de avaliação bimestral do processo de ensino e aprendizagem nas escolas. A partir de agora, os alunos do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio das escolas estaduais de ensino regular presencial farão, ao final de cada bimestre, provas de Língua Portuguesa e de Matemática. O objetivo é acompanhar mais de perto o rendimento dos estudantes, detectando de maneira mais ágil e fiel as dificuldades de aprendizagem.
2.      Os resultados vão apontar a eficiência e a qualidade do trabalho desenvolvido em cada unidade escolar e serão aproveitados nas diversas instâncias do sistema de ensino. Com este retrato será possível, por exemplo, ajustar as práticas docentes à realidade dos estudantes e traçar políticas públicas de melhoria da qualidade da Educação Básica.
3.      O Saerjinho será realizado em todas as escolas da rede, nos três turnos, no horário das aulas, sendo o professor que estiver em classe o responsável pela aplicação das provas. As escolas devem iniciar as provas uma hora após o início das aulas e fiscais acompanharão todo o processo. As provas ficarão nas escolas para correção e os professores podem usá-las como parte das avaliações em cada bimestre, atribuindo peso específico a elas.
4.      É muito importante que os alunos participem e que toda escola esteja envolvida neste processo! Essas provas ajudarão a SEEDUC a fazer uma escola ainda melhor para todos! 

TIRANDO AS DÚVIDAS SOBRE O SAERJINHO

 1) Quem deve fazer o SAERJINHO 2011 – 1º bimestre?

A avaliação bimestral/Saerjinho a ser realizada em 13 de abril será apenas para o Ensino Regular com a seguinte abrangência: 5º e 9º ano do Ensino Fundamental Regular e 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Regular.

2) Quais as disciplinas que serão avaliadas?

As disciplinas avaliadas serão Português e Matemática, que estão vinculadas aos tópicos/habilidades/conteúdos que compõem a parte obrigatória do Currículo Mínimo.

3) Quem aplica as avaliações do SAERJINHO?

A função de Aplicador será exercida pelo professor que estiver na turma no momento da aplicação da avaliação, profissional da educação, da própria escola, e esta atribuição não será remunerada. As provas serão aplicadas em data única em todas as escolas da rede pública estadual de educação e a escola não deverá manter quaisquer outras atividades extras neste dia, devendo priorizar a realização da avaliação.

4) Qual o tempo de duração da avaliação bimestral?

A duração estimada para a aplicação dos testes é de 02 (duas) horas. Todos os alunos deverão ser orientados pelo Professor Aplicador sobre a forma correta do preenchimento do Cartão de Respostas. Caso o tempo de aula do professor aplicador termine antes do tempo da avaliação, o professor que vier em seguida assumirá a aplicação normalmente, ou seja, devendo ser respeitado o tempo de aula de cada professor. As trocas deverão ocorrer de acordo com a rotina de aula da unidade escolar. Essa organização ficará a critério do diretor, ressaltando que, em hipótese alguma, a avaliação deverá ser interrompida em razão de troca do Professor Aplicador.

5) Quem corrige?

Serão responsáveis pela correção das provas os professores de Português e Matemática de cada turma avaliada. Após a correção das provas, o professor entregará ao seu Diretor o gabarito de correção utilizado, para isso terá o prazo de dois dias da data da prova.

6) Haverá um gabarito oficial?

Cada professor de Língua Portuguesa e Matemática das séries avaliadas deverão elaborar um gabarito próprio e entregá-lo ao Diretor da sua unidade escolar para que o mesmo lance no sistema até o dia 15/04. Caso o professor possua mais de uma turma da mesma série, o mesmo só irá elaborar apenas um gabarito, ou seja, o gabarito é feito por série e não pelo número de turmas que o professor possua - um gabarito para o 5º ano e um gabarito para o 9º ano do Ensino Fundamental Regular; um gabarito para a 1ª série, um gabarito para a 2ª série e um gabarito para a 3ª série do Ensino Médio Regular. Haverá a divulgação online do gabarito e resultado oficial após a realização da avaliação bimestral.

7) Pode-se substituir a avaliação bimestral da escola pelo SAERJINHO?

A Portaria E/SAPP nº 48/2004 enfatiza que o professor deve empregar no mínimo três instrumentos diversificados para verificar se as habilidades e competências propostas em seu planejamento foram desenvolvidas pelo aluno. Este procedimento reforça a ideia de que a avaliação não deve ter caráter terminal, e nem se esgota numa prova organizada ao final do período. Caberá a cada unidade escolar, juntamente com os professores das disciplinas avaliadas, corrigir as provas e atribuir peso a cada questão que a compõem, podendo a mesma substituir a avaliação bimestral da escola ou ser utilizada também como trabalho, teste ou outro critério que o professor deseje adotar.

8) Onde ficarão os cadernos de teste?

Todos os cadernos de testes, em branco e preenchidos, ficarão na escola para serem utilizadas a critério do professor.

9) O que faremos com o Cartão Resposta?

Todos os Cartões Respostas, em branco e preenchidos, serão recolhidos, colocados em envelope e entregues ao Diretor da Unidade Escolar. O Diretor de posse de todos os envelopes da sua unidade escolar deverá, até o dia 15/04, entregá-los à Diretoria Regional de sua abrangência.

10) Como serão disponibilizados os resultados das avaliações?


Os resultados da avaliação bimestral serão disponibilizados para o Diretor Regional, Gestor Escolar, Diretor de Unidade e Professor por meio de um sistema online.

11) O que o Professor Aplicador deverá entregar ao Diretor da unidade escolar ao final da aplicação?

O Professor Aplicador, ao final da aplicação, deverá devolver ao seu Diretor o envelope da turma lacrado contendo: Cartões de Respostas; Lista de Presença; Formulário de Controle da Aplicação; Relatório do Fiscal.

12) Qual o prazo que o Diretor possui para lançar os gabaritos dos professores no sistema?

O Diretor terá 02 dias de prazo, a contar do dia seguinte da realização da avaliação bimestral, para inserir os gabaritos dos professores no sistema.

13) Se a EJA faz SAERJ no final do ano, porque não fará o SAERJINHO?

A avaliação bimestral/Saerjinho utilizou para elaboração de sua matriz de referência o Currículo Mínimo do Ensino Regular, com o objetivo de acompanhar o processo ensino-aprendizagem.


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