20 de março de 2017

PROJETO DE LEITURA Ler é bom. Ler é bom demais!


 PROJETO DE LEITURA ESCOLAR
 
1. APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
O Projeto de Leitura Escolar (PLE) consiste em um conjunto de propostas e orientações que visam a garantir o acesso e a permanência de diferentes práticas leitoras, fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, cultural e social de nosso aluno, já que a leitura é essencial na contextualização dos conteúdos, em todas as disciplinas das áreas do conhecimento.
Em 2013, a formação atingiu 514 agentes de leitura; no ano seguinte, o número cresceu em 83%, passando para 943 agentes formados.
A leitura estabelece redes cognitivas que ultrapassam a tarefa imediata de extrair significados de um texto. Com o passar do tempo, o acúmulo dessas redes têm implicações profundas para o desenvolvimento de capacidades intelectuais mais avançadas, tais como inferir, antecipar, comparar, concluir e concordar/discordar, uma vez que “a leitura, como o andar, só pode ser denominada depois de um longo processo de crescimento e aprendizado”. (Bacha, 1975)

2. PROJETO DE LEITURA DO CIEP 113: Ler é bom. Ler é bom demais! 

RESPONSÁVEL PELO PROJETO: AGENTE DE LEITURA Lucia Vianna da Silva Fernandes

TEMA 2017: Sustentabilidade e você: tudo a ver

1 INTRODUÇÃO

O crescimento populacional, desenvolvimento econômico e o progresso trouxeram consigo a grande preocupação de como é possível promover esses desenvolvimento com qualidade diante de recursos cada vez mais escassos e sem agredir o meio ambiente.

Nesse contexto surge o conceito de sustentabilidade que propõe a necessidade de promover o desenvolvimento de atividades que durem a longo prazo, atendendo às demandas presentes e preservando os recursos para as gerações futuras, além preservar a sobrevivência da própria atividade.

Essas atividades sustentáveis abarcam a sustentabilidade em todos os setores, em especial os recursos naturais não renováveis como a água, o ar, o solo uma vez que eles são essenciais á vida e à sobrevivência humana.

O debate, então, sobre a educação ambiental ganha cada vez mais espaço na sociedade e nas escolas nos últimos anos diante da grande preocupação do impacto que o desenvolvimento econômico dos países pode causar no planeta. Nesse sentido, a discussão sobre sustentabilidade, principalmente em 2017, que foi proclamado como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento pela Organização das Nações Unidas, está na agenda de vários setores da sociedade.

Inspirado na temática proposta pela ONU e por demanda que está presente em diversas discussões sociais, o tema gerador para 2017, sob o título “Educar para a sustentabilidade: o futuro começa agora”, emerge então da compreensão de que vivemos em um mundo que já enfrenta a escassez de vários recursos naturais e que as agressões e desrespeito têm provocado uma grande degradação do meio ambiente.

Nesse sentido, educar para a sustentabilidade, despertando o aluno para a consciência de que os jovens de hoje serão corresponsáveis pelas decisões políticas, administrativas e econômicas em um futuro bem próximo, é de extrema importância para as futuras gerações. Dessa forma, a escola não pode se eximir da sua responsabilidade na formação ético-ecológica dos indivíduos e definir um conjunto de ações pedagógicas, e de práticas leitoras, voltadas para o desenvolvimento sustentável do planeta.

Assim, sob o título “Sustentabilidade e você: tudo a ver, o Projeto de Leitura Escolar (PLE)[1], Ler é bom. Ler é bom demais! se apresenta em consonância com o tema gerador anual do projeto pedagógico do CIEP BRIZOLÃO 113 – PROFESSOR WALDICK PEREIRA trazendo atividades e ações pedagógicas e leitoras para 2017.


2  Justificativa

Conscientes de que, para apresentar os resultados esperados são necessárias ações conjuntas que visem ao bem comum, um projeto de leitura que aborde a temática da sustentabilidade, sob a concepção ética, é de extrema relevância por possibilitar o enriquecimento do conhecimento e a conscientização do individuo sobre o desenvolvimento que preserve os recursos naturais e evidencie a importância da relação do homem com o meio ambiente a que ele está integrado.

Assim, definir a temática da sustentabilidade para as ações pedagógicas e de leitura, em 2017, se justifica mediante a compreensão de que a preocupação com o meio ambiente deve ser de responsabilidade de todos e que esse valor se constitui no grande desafio da educação que deve se apresentar como mediadora no processo de formação de um sujeito que compreenda que suas ações envolvem aspectos econômicos, políticos, sociais, culturais e ambientais e que esses valores exigem ser criticamente revistos.


3  Referencial teórico

O Projeto de Leitura Escola se constrói sob a inspiração e o aporte de documentos que abordam a questão do desenvolvimento sustentável como uma temática que envolve as práticas e ações pedagógicas.

Ao definir o desenvolvimento sustentável, por exemplo, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento afirma que é aquele que “satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” (BRASIL, 2001, p. 38).

O mesmo documento (BEASIL, 2001, P. 26-27) apresenta ainda os nove princípios para se alcançar o desenvolvimento sustentável:

·       Princípio fundamental

1. Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos.

·       Critério de sustentabilidade

2. Melhorar a qualidade de vida humana.

3. Conservar a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra.

4. Minimizar o esgotamento de recursos não-renováveis.

5. Permanecer nos limites de capacidade de suporte do Planeta Terra.

·       Meio para se chegar à sustentabilidade

6. Modificar atitudes e práticas pessoais.

7. Permitir que as comunidades cuidem de seu próprio ambiente.

8. Gerar uma estrutura nacional para integração de desenvolvimento e conservação.

9. Constituir uma aliança mundial.

Preocupado com os equívocos, preconceitos e distorções sobre a temática ambiental, os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 2001, p. 28-30) também destaca que eles acontecem por falta de conhecimento ou para desmobilizar movimentos ou para prejudicar a imagem dos princípios e valores ambientais. Assim, aponta que alguns desses preconceitos baseados na concepção de que a questão ecológica ou ambiental deve se restringir à preservação dos ambientes naturais intocados e ao combate da poluição; que quem defende o meio ambiente são pessoas radicais e privilegiadas, que defender espécie ameaçadas de extinção é um luxo ou despropósito diante da mortalidade infantil nas áreas periféricas das grandes cidades ou no Norte e Nordeste brasileiro, ou ainda que se trata de um pensamento romântico e ingênuo sobre a natureza diante da dura realidade econômica.

Compreendendo a necessidade do crescimento econômico diante do crescimento e da demanda populacional, é inegável também para o homem a necessidade da mudança na sua relação com a natureza. Dessa forma, diante dessa exigência, o legislador já vem tratando da questão com a finalidade primordial na defesa do meio ambiente. Assim, na tentativa de salvaguardar um futuro melhor para as futuras gerações de seres vivos, e não somente do homem, o texto constitucional, trata do desenvolvimento econômico relacionado à proteção ambiental, nos seguintes termos:

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações (C.F, 1988, Art. 225)



Entretanto, Política Nacional do meio ambiente, foi normatizada pela lei nº 6938/81, a qual possui forte natureza econômica, principalmente quando analisados os incisos II, III, V, VI e VII, a seguir dispostos.

Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:

I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;

II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;

Ill - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;

IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;

V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;

VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;

VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;

VIII - recuperação de áreas degradadas;

IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;

X - educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente (lei nº 6938/81).



Nesse sentido, destacam os PCN que a discussão sobre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente está longe de acabar, ao afirmarem que:

o confronto inevitável entre o modelo de desenvolvimento econômico vigente — que valoriza o aumento de riqueza em detrimento da conservação dos recursos naturais — e a necessidade vital de conservação do meio ambiente, surge a discussão sobre como promover o desenvolvimento das nações de forma a gerar o crescimento econômico, mas explorando os recursos naturais de forma racional e não predatória (BRASIL, 1997, p. 25).



A complexidade que se reflete na tentativa de equilibrar desenvolvimento e sustentabilidade expressa por Milaré (2004) e que nos leva a pensar sobre a amplitude e a importância de um tema atual que deve ser discutido pela sociedade atual, em destaque aqui, pela educação, quando afirma que:

Compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento significa considerar os problemas ambientais dentro de um processo contínuo de planejamento, atendendo-se adequadamente às exigências de ambos e observando-se as suas inter-relações particulares a cada contexto sociocultural, político, econômico e ecológico, dentro de uma dimensão tempo/espaço. Em outras palavras, isto implica dizer que a política ambiental não deve erigir-se em obstáculo ao desenvolvimento, mas sim em um de seus instrumentos, ao propiciar a gestão racional dos recursos naturais, os quais constituem a sua base material (Milaré, 2004, p. 51).



Nesse contexto, então, emerge a necessidade de ensinar e aprender sobre a educação ambiental e a sustentabilidade a fim de ajudar a comunidade escolar a construírem uma consciência global das questões relativas ao meio ambiente para que todos possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria (BRASIL, 2001).

Dessa forma, os conteúdos de Meio Ambiente e se apresentam de forma integrada ao currículo através da transversalidade com as áreas de conhecimento de forma a impregnar toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, criar uma visão global e abrangente da questão ambiental.

Assim, O Projeto de Leitura Escolar (PLE), como parte da área de conhecimento das Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, se integra ao projeto político pedagógico de 2017 e seu tema gerador desenvolvendo ações e práticas leitoras envolvendo as questões relativas ao meio ambiente e à sustentabilidade.


4  Objetivos

Objetivo Geral

-     Estimular o hábito da leitura através de ações pedagógicas e práticas leitoras diversificadas.

Objetivos Específicos

-     Conscientizar os alunos de que a sustentabilidade ambiental e social é de fato uma necessidade urgente que deve partir das atitudes de cada um.

-     Desenvolver relações de respeito com o meio ambiente;

-     Formar consciência dos valores éticos em relação ao meio ambiente;

-     Desenvolver consciência crítica a partir de práticas pedagógicas e leitoras;

-     Desenvolver conceitos de direitos e deveres com o meio ambiente e a sustentabilidade;

-     Conhecer os conceitos de sustentabilidade ambiental e social;

-     Relacionar os conceitos teóricos e a prática, desenvolvendo atividades relacionadas ao cotidiano para favorecer o desenvolvimento de novos hábitos sustentáveis;

-     Desenvolver a responsabilidade individual com o meio ambiente e a sustentabilidade;

-     Promover o protagonismo juvenil através da multiplicação da aprendizagem na comunidade familiar e local;

-     Desenvolver atitudes diárias de respeito ao ambiente e à sustentabilidade;

-     Identificar e promover atitudes sustentáveis no coletivo e, individualmente, agindo coerentemente com elas;


5  Desenvolvimento Metodológico

O projeto será desenvolvido a partir de das seguintes atividades:

-     Sacola literária: promoverá o empréstimo de livros e ampliar a leituras aos pais e responsáveis;

-     Ataque literário: em uma apresentação de leitura e declamação literária a qualquer momento ou lugar da escola;

-     Roda de Leitura ou Leitura compartilhada: Leitura em voz alta socializada pelo professor, agente de leitura e pelo grupo Jovens Leitores em Ação (JLA);

-     Hora da Leitura: ação mensal realizada com a leitura de um texto previamente selecionada e que envolverá toda a comunidade interna escolar;

-     Mesa Cardápio Literário: ação quinzenal de seleção e exposição de obras literárias para deguste de leituras literárias;

-     Café Literário: ação bimestral com os pais leitores;

-     Leitura de imagens: ação realizada com pais (ação bimestral) e alunos (a critério do professor);

-     Literatura no Telão: sessão de cinema com os filmes adaptados da literatura brasileira;

-     Sarau Literário: culminância do projeto de leitura

Procedimentos a serem realizados:

-       Leitura, interpretação e reflexão de textos que se refiram a algum dos valores/temas abordados pelo projeto.

-       Produção de resumos;

-       Produção de resenhas críticas;

-       Apresentação de filmes e palestras relacionados aos temas abordados.

-       Apresentação de seminários.

-       Debates em sala.

-       Trabalhos com cartazes.

-       Trabalhos com músicas.

6  Recursos (Humanos, materiais, tecnológicos e digitais)

-     Humanos: professores da disciplina Leitura e Produção Textual e História, alunos do grupo Jovens Leitores em Ação (JLA); Auxiliar de Biblioteca, Agente de Leitura e direção.

-     Materiais: acervo da Biblioteca e da Sala de Leitura.

-     Tecnológicos: Equipamento multimídia, computador, caixa de som, e máquina copiadora.

-      Digitais: Documentários e vídeos.

7  Avaliação e acompanhamento

Por considerar a avaliação como um processo contínuo, ela acontece através da reunião bimestral para a verificação do desenvolvimento das atividades e das ações propostas para saber se estão ou não contribuindo para a mudança de atitudes do alunado.


8  Considerações finais. (Efeito pretendido)

Com a implementação do projeto, espera-se melhorar os resultados no processo de ensinoaprendizagem através do acompanhamento do crescimento dos educandos nos mais diferentes aspectos cognitivos e sociais proporcionando um ambiente favorável à participação dos pais e dos educandos nas atividades.

Nesse processo, buscando a construção de novos conhecimentos e o gosto e o prazer pela leitura pela ampliação do repertório leitor do educando e do educador, o projeto visara à sensibilização de toda a comunidade para o gosto e o prazer da leitura, estimulando a apreciação estética e literária, além de elevar a compreensão do ato de ler e melhorando o desempenho dos educandos em sala de aula.


Referências Bibliográficas

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: meio ambiente, saúde / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília, 1995ª; 2001b.

MILARÉ, Edis. Direito do Ambiente. 3. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004.



[1] Criado em 2013, o Programa, por meio do Projeto de Leitura Escolar (PLE), visa garantir o acesso e a permanência de diferentes práticas leitoras, fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, cultural e social dos estudantes da rede. –Disponível em: http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=2670786


AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA 2017


· Protagonistas da Leitura: grupo formado pelos alunos que participam do Programa de Leitura Jovens Leitores em Ação (JLA), numa parceria entre a Agente de Leitura da unidade escolar, e estimula o protagonismo juvenil de forma associada à leitura com o objetivo de disseminar a proposta de leitura a outros estudantes;
. Concurso de Leitura: identifica e valoriza os maiores leitores da escola no ano letivo;
. Leitura literária: promover a leitura dos clássicos da literatura através das grandes conversações com os autores;
. Sacola literária: promoverá o empréstimo de livros e ampliar a leituras aos pais e responsáveis;
·   Ataque literário: em uma apresentação de leitura e declamação literária a qualquer momento ou lugar da escola;
· Roda de Leitura ou Leitura compartilhada: Leitura em voz alta socializada pelo professor, agente de leitura e pelo grupo Jovens Leitores em Ação (JLA);
· Hora da Leitura: ação mensal realizada com a leitura de um texto previamente selecionada e que envolverá toda a comunidade interna escolar;
·   Mesa Cardápio Literário: ação quinzenal de seleção e exposição de obras literárias para deguste de leituras literárias;
·   Café Literário: ação bimestral de valorização dos pais leitores;
·  Leitura de imagens: ação realizada com pais (ação bimestral) e alunos (a critério do professor);
· Literatura no Telão: sessão de cinema com os filmes adaptados da literatura brasileira;
. Show de talentos: apresentação de vídeos, desenhos, dança e canto pelos alunos;
·  Sarau Literário: culminância do projeto de leitura.


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